Taxação punitiva dos EUA não forçará saída de empresas estrangeiras da China

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Os Estados Unidos declararam recentemente que diante da cobrança das tarifas adicionais sobre os produtos exportados pela China, algumas empresas vão mudar suas fábricas de produção para outros países asiáticos como Vietnã, e algumas empresas norte-americanas voltarão aos EUA. Tal declaração viola o senso comum e a regra da economia de mercado, sendo apenas uma suposição com segundas intenções.

De acordo com um relatório recente da Organização do Comércio Exterior do Japão, o mercado chinês é a maior prioridade nas estratégias sobre a exportação, o investimento e o comércio eletrônico transfronteiriço de empresas japonesas. De janeiro até abril deste ano, o capital estrangeiro realmente utilizado da China aumentou 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado, e os investimentos dos EUA na China cresceram 24,3%. Além disso, segundo um livro branco recém-lançado pela Câmara Americana de Comércio na China, 98% das empresas entrevistadas afirmaram que vão continuar com seus negócios no mercado chinês.

Então, porque a taxação punitiva dos EUA não consegue forçar o “made in America” a voltar ao próprio país? Os investimentos norte-americanos na China se concentram na manufatura hign-end, como equipamentos de telecomunicação e computadores, e a China possui uma grande quantidade de trabalhadores qualificados, além de cadeias completas de abastecimento e indústria, diminuindo enormemente os custos de produção das empresas norte-americanas. Caso a empresa Apple mude suas fábricas de produção e montagem de volta aos EUA, o seu custo de fabricação aumentará 37%.

Por outro lado, a China possui um grande mercado de 1,4 bilhões de pessoas, onde o consumo já é o principal propulsor do crescimento econômico nacional. Segundo estatísticas, as vendas anuais de empresas de capital norte-americano na China se aproximam a US$ 700 bilhões, gerando lucros de US$ 50 bilhões. Segundo a Câmara Americana de Comércio na China, 69% das empresas entrevistadas disseram continuar lucrando no país asiático apesar da cobrança norte-americana de tarifas adicionais.

O mais importante é que a China tem ampliado constantemente a abertura como o previsto, dando confiança a empresas norte-americanas. Por exemplo, a companhia Exxonmobil investiu em um projeto petroquímico na China, a empresa Tesla iniciou a construção da sua primeira fábrica ultramar em Shanghai e a companhia Ford Motor anunciou a fabricação de seu carro de luxo Lincoln na China.

Mas, por causa da taxação punitiva decidida pela Casa Branca sem considerar os interesses do povo e empresas do próprio país, que aumenta a incerteza e a instabilidade do mercado, as empresas norte-americanas começaram no ano passado a transferir sua cadeia industrial para outros países, a fim de atender melhor a demanda da China e de outros mercados.

tradução: Shi Liang

Revisão: Erasto Santos Cruz

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