Comentário: Espírito da Longa Marcha pode quebrar cerco dos Estados Unidos

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O presidente chinês Xi Jinping visitou recentemente o ponto de partida da Longa Marcha, realizada pelo Exército Vermelho Central, e prestou homenagem ao oferecer um cesto de flores durante sua viagem de inspeção na província de Jiangxi, leste do país.

O gesto foi interpretado como uma determinação da China em se inspirar no espírito da Longa Marcha para quebrar o cerco dos Estados Unidos por meio de barreira comercial, tecnológica, militar e interpessoal.

A Longa Marcha do Exército Vermelho Central é reconhecida pela comunidade internacional como um dos eventos mais influenciadores da história global no século XX. Sendo a segunda maior economia do mundo, a China inspira-se novamente neste espírito de coragem e resistência para marchar no caminho da revitalização da nação.

O bloqueio contra a China incitado por Washington entra numa nova etapa. De um lado criam uma escala drástica de restrições impostas às empresas chinesas de alta tecnologia, e de outro, ameaçam os países aliados a os apoiarem. Já na última quinta-feira (23), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, tentou convencer lideres de outros países dos “riscos de segurança da Huawei.” Conforme estatísticas do Instituto Chinês de Estudo da Indústria de Máquinas, 260 empresas chinesas foram incluídas pela Casa Branca na lista de controle de exportação com acusação de “ameaça à segurança nacional e política externa dos EUA”, representando 21,9% das listadas.

Este tipo de truque de “choque” visa impor uma pressão extrema nas vésperas da consulta comercial, porém, sem obter resultados. Obviamente, os norteamericanos superestimam a si próprios e subestimam o poder de inovação tecnológica dos chineses, que está residido no espírito da Longa Marcha.

“Caso se atrase, você será intimidado e humilhado!” As memórias dolorosas da Guerra do Ópio em 1840 são profundamente lembradas por todos os chineses. As pessoas não esquecem que, apesar das péssimas condições, conseguiram criar e lançar mísseis nucleares e satélites em um curto prazo, e nem que a reforma e abertura abriram um novo capítulo no desenvolvimento quando o país caiu na estagnação econômica.

A procura pelo avanço tecnológico e a partilha dos resultados constituem a aspiração de toda a humanidade e não de um privilégio exclusivo de algum país ou nação. Diante da intimidação da hegemonia norteamericana, a única coisa que os chineses podem fazer é seguir sempre em frente e nunca desistir, tal como os funcionários da Huawei, que se mantêm calmos e determinados, e ao mesmo tempo, continuam trabalhando diligentemente.

O espírito da Longa Marcha não apenas encoraja os chineses, mas também serve como uma espécie de riqueza espiritual. O jornalista norte-americano Harrison Evans Salisbury comentou que “A Longa Marcha foi tão emocionante que até hoje desperta paixão nas pessoas e merece admiração de todo o mundo.”

Afinal de contas, os chineses sempre estão caminhando em uma Longa Marcha. Cada geração tem seu próprio caminho e precisa percorrê-lo bem. Não existe dificuldade que não possa ser superada, nem vitória que não possa ser alcançada.

Comentarista: Wang Shanshan

Tradução: Isabel Shi

Revisão: Erasuto Santo Cruz

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