Comentário: “Segurança nacional dos EUA” parece uma cesta que cabe tudo

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De aço, alumínio e peças automobilísticas até empresas estrangeiras e investimento direto ou mesmo uma conta na rede social, tudo isso pode carregar a etiqueta de “ameaça à segurança nacional dos EUA”. Para Washington, o sério tema de “segurança nacional” parece mais uma cesta que cabe tudo.

De acordo com o consenso da comunidade internacional, a “segurança nacional” relaciona-se ao status sem perigo ou ameaça do poder do Estado, soberania, unificação, integridade territorial, bem-estar do povo, desenvolvimento socioeconômico sustentável e outros interesses fundamentais. Obviamente este conceito tem sua conotação e limite. Entretanto, ele tem sido usado de forma abusiva pelos EUA, tornando-se uma ferramenta para promover seu protecionismo comercial e defender sua hegemonia.

A partir da década 80 do século passado até início do século 21, os EUA iniciaram 14 investigações da seção 232, e somente tomaram medidas punitivas em dois casos. Isto quer dizer que, no passado, os EUA não recorreram à “segurança nacional” para aplicar sanções comerciais, mas desde 2017, parecem ter falta de segurança. Washington considerou aço, alumínio, veículos importados, investimento estrangeiro, empresas estrangeiras, e tecnologias avançadas do exterior como fator de ameaça à segurança nacional. Em maio deste ano, ainda declarou “estado de emergência”. Assim surge uma dúvida, sendo o país mais poderoso na área militar, ciência e econômica, quem pode ameaçar a segurança dos EUA?

A resposta também é óbvia. Washington está utilizando a “segurança nacional” como uma ferramenta para atacar seus parceiros comerciais. Isso também demonstra que os EUA não se adaptaram às mudanças do mundo, nem aceitaram a ascensão do mercado emergente nem dos países em desenvolvimento. A “segurança nacional”, um tema que deveria ser sério, já se tornou uma etiqueta de Washington para ser usada em qualquer momento.

Tradução: Xia Ren

Revisão: Erasto Santo Cruz

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