Comentário: Prêmio a Jimmy Carter refuta “teoria de dissociação”EUA-China

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O ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, recebeu nesta quarta-feira (12) o prêmio do Fundo de George H.W. Bush para a Relação EUA-China para premiar sua excelente contribuição à promoção das relações entre os EUA e a China.

Jimmy Carter, de 94 anos, foi o presidente democrata dos EUA durante 1977 e 1981, período em que a China e os EUA estabeleceram relações diplomáticas oficiais.

O fundo segue o nome de outro ex-presidente norte-americano, George H.W. Bush, presidente republicano que trabalhou como diretor no Escritório de Ligação dos EUA na China entre 1974 e 1975.

Um presidente democrata ganhou prêmio de um fundo criado pelo presidente republicano. Isso tem um significado profundo, especialmente neste contexto de acelerada fricção comercial entre a China e os EUA. Garantir a normalidade das relações sino-norte-americanas é um consenso das elites políticas, que não são minoritárias. E esse consenso já ultrapassou os interesses partidários. O prêmio a Jimmy Carter refuta fortemente a “teoria de dissociação” entre os EUA e a China.

Ambos os presidentes Carter e Bush escolheram desenvolver as relações com a China por entenderem que uma cooperação entre os dois países seria uma defesa verdadeira dos direitos norte-americanos e uma contribuição pela estabilidade e prosperidade regional e mundial. O fato provou que eles foram presidentes visionários: o atual comércio bilateral cresceu 252 vezes em comparação com 1979, e a venda das empresas norte-americanas na China ultrapassou US$700 bilhões, com um lucro superior a US$50 bilhões.

No entanto, a atual administração dos EUA liderada por políticos com visão extrema está fazendo um desvio para uma direção perigosa. Perante o desenvolvimento da China, eles ignoram a grande complementaridade, a profunda convergência e a cooperação recíproca já criadas entre os dois países, colocando muitos obstáculos em diversas áreas para conseguir a chamada “dissociação” entre a China e os EUA e até iniciando uma “nova guerra fria”. Esta ação, que desafia a corrente da era, prejudicará tanto os interesses da China quanto dos EUA.

Recentemente, Carter disse num discurso público: “Sabíamos que os EUA e a China tinham muitas diferenças em áreas como cultura, história, forma de governo, interesses e nível de desenvolvimento, mas acreditávamos que os objetivos que nos uniam – respeito mútuo, busca pela paz, prosperidade e progresso – eram muito mais importantes do que as diferenças que nos dividiam.

George H.W. Bush também disse uma vez que: “Um dos meus sonhos para o nosso mundo é que esses dois gigantes poderosos continuem trabalhando em direção a uma parceria e amizade completas que tragam paz e prosperidade para as pessoas em todos os lugares”.

As vozes racionais desses políticos seniores dos EUA devem ser a principal opinião no tratamento das relações sino-norte-americanas. Os dois países possuem intercâmbios estreitos e uma profunda convergência de interesses, não é possível de se “dissociar”. A promoção da cooperação com a China é uma verdadeira ação responsável para defender os interesses dos EUA.

Tradução: Li Jinchuan

Revisão: Erasto

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