Ampliação reflete grande atração do BAII

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O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII) anunciou neste sábado (13) a integração de três países africanos, Benin, Djibouti e Ruanda. A decisão foi aprovada na quarta reunião anual do Conselho da instituição, realizada em Luxemburgo. Com isso, o total de membros alcança a 100. Sua ampliação constante no contexto de aumento da incerteza da economia global reflete o reconhecimento da comunidade internacional para sua contribuição à construção de infraestrutura, à governança econômica mundial e ao desenvolvimento do multilateralismo.

O BAII, com sede em Beijing, é um banco de desenvolvimento multilateral dedicado ao investimento em infraestrutura. Desde a criação em 2016, ele foi ampliado nove vezes, resultando que os membros aumentaram de 57 para 100. Os países em desenvolvimento são os principais participantes, porém, alguns países desenvolvidos, como Reino Unido, França, Alemanha e Canadá, também são integrantes. O número dos membros é muito maior do que o Banco Asiático de Desenvolvimento cujo maior investidor é o Japão.

Em três anos, o BAII criou boas oportunidades de progresso para as economias asiáticas e globais através do aperfeiçoamento da construção de infraestruturas. Por um lado, atendeu a demanda de financiamento dos países em desenvolvimento. Até o momento, já financiou 46 projetos em 18 países, em transporte, energia, telecomunicações, desenvolvimento urbano e outras áreas, totalizando US$ 8,5 bilhões. Por outro lado, satisfez a demanda de investimento dos membros incluindo países desenvolvidos.

Uma grande razão dos elogios ao BAII é por suas contribuições à governança econômica global. As instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, não refletem a ascensão dos países em desenvolvimento e dos mercados emergentes. Em comparação com elas, o BAII, em que os países em desenvolvimento possuem mais ações e maior direito de fala, pode promover a governança econômica global em direção ao desenvolvimento mais justo e efetivo. No entanto, o BAII não quer substituir os outros bancos multilaterais, mas completar o atual sistema internacional. Um exemplo é a cooperação entre o BAII e o Banco Mundial no projeto de revitalização de uma comunidade pobre da Indonésia.

O BAII é o resultado de cooperação financeira internacional promovida pela China, sendo também um produto público internacional que o país oferece ao mundo. O governo chinês prometeu apoiar firmemente a operação do BAII. Além de pagar o capital acionário no prazo previsto, o país ainda investiu US$50 milhões ao fundo especial preparatório de projetos para apoiar a infraestrutura dos países subdesenvolvidos. O governo chinês cumpriu a promessa de não interferir nos trabalhos administrativos da instituição, nem tomou unilateralmente sua decisão, de modo a garantir a operação independente do Banco conforme as regras internacionais. Como disse o vice-presidente alemão do BAII, Joachim von Amsberg, a China é um grande acionista responsável.

Tradução: Florbela Guo

Revisão: Diego Goulart

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