Comentário: tentativa de politizar questões econômicas não terá sucesso

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O vice-presidente dos EUA, Michael Pence, disse nesta segunda-feira (19), no Clube Econômico de Detroit, que Washington “respeita imensamente o povo chinês” e não deseja nenhum prejuízo ao mercado chinês. No entanto, ele afirmou ainda que se a China quiser assinar um acordo comercial com os EUA, Beijing deverá retomar a uma, já expirada, Declaração Conjunta sobre Questões de Hong Kong, assinada entre a China e o Reino Unido em 1984.

A afirmação de Pence é puramente hipócrita e ridícula, pois além de revelar uma autêntica interferência nos assuntos internos da China, com a declaração ele pretende, sobretudo, politizar questões econômicas.

Podemos fazer uma retrospectiva das negociações comerciais entre a China e os EUA que duraram mais de um ano. A falta de sinceridade, a quebra de compromissos e os atos inconsistentes, da parte norte-americana, foram as razões pelas quais as negociações comerciais entre as duas partes não tivessem consensos.

Políticos norte-americanos, como vice-presidente Pence, dizem “respeitar o povo chinês”. Paradoxalmente, impõem políticas tarifárias contra a China. Esta é, sem sombras de dúvidas, uma ação visivelmente hipócrita!

O vice-presidente Pence deve voltar à escola e aprender um pouco de história. A Declaração Conjunta China-Reino Unido sobre Questões de Hong Kong, que ele mencionou no seu discurso, é um documento político assinado em 1984. Após o retorno de Hong Kong à China, no dia 1 de julho de 1997, as cláusulas do documento foram todas completadas. Esse acordo, já expirado, tornou-se assim, num documento histórico.

O governo chinês aplica a soberania em Hong Kong baseando-se na Constituição da China e na Lei Básica de Hong Kong. Como o vice-presidente dos EUA, Pence pretende interferir nos assuntos internos da China utilizando um acordo histórico. Que piada internacional!

Washington está, desesperadamente, a pressionar a China ao todo custo, e de formas inimagináveis. Umas das ações que revelam o seu desespero são: relacionar a questão de Hong Kong ao acordo comercial China-EUA, bem como ameaçar a venda de armas a Taiwan. Até as redes sociais Twitter e Facebook baniram contas que apoiam o governo chinês na questão de Hong Kong.

Os EUA abandonaram a chamada igualdade comercial e a liberdade de expressão, partindo para ações que visam conter o desenvolvimento da China. Isso reflete sua impaciência com a falhada estratégia de guerra comercial contra a China e sua, cada vez mais grave, ansiedade e pânico sobre a possível desaceleração econômica do país.

No último ano, a economia chinesa foi mantida numa faixa razoável com forte flexibilidade e rigorosa força motriz. Por outro lado, os EUA apresentaram um sinal de desaceleração econômica.

Embora políticos como Peter Navarro, Lawrence Kudlow e Michael Pence, divulguem repetidas vezes que os EUA não terão desaceleração econômica, o fato é que o mercado dos EUA está enfrentando dificuldades e sem boas expectativas.

A pressão contra a China não funciona! Beijing sempre apoia conversas de forma igual e pura, sem envolver outros temas como política. A China está disposta a realizar negociações com os EUA, mas nunca desistiria em questões de interesses fundamentais e de princípios.

A China não irá desenvolver sacrificando os interesses de outros países e nunca abandonaria seu próprio interesse fundamental. Qualquer tentativa de politizar questões econômicas seria falhada definitivamente.

Tradção: Li Jinchuan

Revisão: Hilário Taimo

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