China não precisa manipular a taxa de câmbio do yuan

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Os Estados Unidos acusaram recentemente e de forma unilateral a China por manipular a taxa de câmbio do Yuan ou Renminbi (RMB, moeda chinesa). O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Maurice Obstfeld, comentou sobre o assunto à imprensa norte-americana: “vocês não têm nenhuma prova de que a China manipula a taxa de câmbio”.

A teoria da manipulação da taxa de câmbio pela China é uma velha acusação dos EUA, é infundada e não corresponde à realidade da reforma da taxa de câmbio do yuan orientada para o mercado. Como o porta-voz da Chancelaria chinesa Geng Shuang afirmou, a taxa de câmbio do yuan é decidida pelo mercado e a China não deseja desvalorizar sua moeda para impulsionar as exportações.

De acordo com a definição do FMI, “manipulação da taxa de câmbio” refere-se a uma intervenção unidirecional de longo prazo e em larga escala por um país para sua própria taxa de câmbio, visando que a taxa de câmbio beneficie seu próprio comércio, obtendo neste uma vantagem injusta.

Analistas indicam que a China não tem a necessidade de manipular a taxa de câmbio do yuan devido às seguintes razões. Primeira, o consumo doméstico já se tornou a principal força motriz do desenvolvimento da economia chinesa, portanto o país não precisa manipular a taxa de câmbio para promover as exportações. Segunda, a ampliação da abertura dá um firme suporte aos bens do yuan. Terceira, a desvalorização do yuan causa perdas à China, pois o país está tomando uma série de medidas para aumentar as importações. Se sua moeda desvalorizar, os custos das importações aumentarão.

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