Comentário: Quem conduz Taiwan a um caminho perigoso?

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O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, divulgou no início de outubro um artigo criticando a China por “interferir as eleições dos EUA”, “perturbar a ordem internacional” e “ameaçar a estabilidade do Estreito de Taiwan”. As Forças Armadas norte-americanas também mostraram várias vezes suas intenções provocativas na questão relacionadas a ilha. As ações dos EUA vêm afetando suas relações com a China.

A administração norte-americana começou a focar na questão de Taiwan com a intenção de abrir um novo campo de luta com a China e desviar a atenção do público dos conflitos internos. As eleições intercalares dos EUA estão chegando. A situação política complicada do país vem causando preocupação na administração norte-americana.

Perante os escândalos como a interferência russa nas eleições presidenciais, o reconhecimento da culpa, neste caso por Paul Manafort, chefe da equipe de candidatura de Donald Trump, assim como a suspeição da existência de espiões na Casa Branca, os EUA alegaram várias vezes que a China interferiu nas eleições norte-americanas. O objetivo é virar a situação difícil das eleições e escapar das próprias responsabilidades.

As ações norte-americanas contra a China não são isoladas, mas enraizadas em sua “estratégia na região Ásia-Pacífico”. Conforme reportou o veículo de novas mídias norte-americano, Axios, o governo do país está premeditando um plano anti-China de grande escala. As medidas incluem a crítica à China por “interferências nas eleições norte-americanas”. A revista Política Externa (Foreign Policy) revelou que as Forças Armadas dos EUA vão canalizar US$700 bilhões na transformação estratégica com a China.

Atualmente, a política norte-americana sobre o país asiático já se tornou da tática dupla de “contato e controle” para “concorrência em todos os aspectos”. As medidas norte-americanas já se estenderam ao controle político, restrição por regulamentos, contenção diplomática, alta pressão econômica e ameaças militares.

Vale notar que a situação política no Estreito de Taiwan não está tensa atualmente. A recente tese de Pence sobre Taiwan, assim como o plano de exercícios militares norte-americanos no Mar do Sul da China, Estreito de Taiwan e Pacífico, teve o objetivo de provocar a China e sondar seu limite. A administração de Trump espera que a China reaja inapropriadamente. Assim, os EUA conseguirão mais vantagens em seus jogos com a China.

Depois que Trump tomou posse, ele já retificou duas vendas de armas a Taiwan. Porém, apesar do afeto mostrado pelas autoridades norte-americanas com a ilha, a intenção é só priorizar os interesses dos EUA. O que mais preocupa a administração norte-americana são seus ganhos nas relações com Taiwan, ao invés de sua amizade com a região.

Tudo isso revela que o pensamento dos EUA é tomar Taiwan como uma parte de seus “negócios” com a China, ao invés de ser uma aliança real dela.

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