China e Europa se empenham na criação de uma economia mundial aberta

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O vice-premiê chinês, Liu He, terminou hoje (28) sua visita à Alemanha. Ele se reuniu com a chanceler alemã, Angela Merkel, e proferiu um discurso temático na cerimônia de encerramento da cúpula de Hamburgo do 8º Fórum China-Europa. Com o crescente impacto do protecionismo sobre o comércio internacional, os esforços da China e da Europa de criar em conjunto uma economia mundial aberta emitirão um sinal positivo para a estabilidade econômica internacional.

Em mensagem transmitida à chanceler alemã, o presidente chinês disse que a China está disposta a cooperar estreitamente com a Alemanha para promover a governança global, salvaguardar o multilateralismo e o livre comércio, e criar uma economia mundial aberta.

No discurso, Liu He disse que a China e a Europa são defensores firmes das regras do livre comércio e do multilateralismo. Os dois lados possuem grandes interesses comuns, e devem aprofundar a cooperação e enfrentar em conjunto os desafios. De acordo com ele, o protecionismo e o unilateralismo não resolvem os problemas comerciais, ao contrário, só trazem ainda mais incertezas para a economia mundial. A China sempre defende que as questões sejam resolvidas em pé de igualdade e na base do respeito mútuo. Nenhuma parte sairá vencedora em uma guerra comercial, ressaltou o vice-premiê chinês.

Angela Merkel disse que a Alemanha está interessada na iniciativa chinesa Cinturão e Rota e sempre dá boas-vindas às empresas chinesas para investirem na Alemanha. Ela também manifestou a vontade de manter contatos com a China nas questões relacionadas ao comércio internacional. O ex-chanceler alemão, Gerhard Schroder, afirmou que a China, a Alemanha e a Europa têm deveres de salvaguardar o multilateralismo e o livre comércio.

Nos últimos anos, a abertura da economia mundial enfrenta grandes desafios. A sua força motriz enfraqueceu após dez anos de crise financeira global. Alguns especialistas disseram até que a economia mundial entrou em uma situação de “estagnação por longo tempo”. Nesse contexto, as promessas políticas e apoio das principais economias mundiais pelo livre comércio são de suma importância.

A China e a Alemanha, sendo parceiras estratégicas em todos os aspectos, têm um amplo espaço de cooperação na salvaguarda de uma economia aberta. Como dois grandes países no comércio e importantes investidores no exterior, a China e a Alemanha beneficiam-se do mercado internacional aberto.

A comissária da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, disse no fórum que o volume econômico da China e da Europa representa 30% do total mundial. Junto com a China, a Europa é capaz de alterar a Organização Mundial do Comércio (OMC) em direção à equidade e justiça.

Ninguém saíra vendido da guerra comercial, isso já é um consenso entre a China e a Europa. No encontro em julho com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu que a China e a União Europeia atendessem à tendência da multipolarização, promovessem a facilitação do comércio e investimento, e aperfeiçoassem a governança global.

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