China e EUA abrem novo caminho para solucionar questões comerciais

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A negociação comercial de alto nível entre a China e os Estados Unidos foi encerrada nesta quinta-feira (31), horário local, em Washington D.C. Seguindo os consensos alcançados pelos chefes de Estado no encontro na Argentina, as duas partes discutiram, nos dois dias de reunião, o equilíbrio comercial, transferência tecnológica, proteção da propriedade intelectual, barreira não tarifária, serviços, agricultura e o mecanismo de implementação, entre outras questões de interesse chinês. Os líderes dos dois lados abordaram estes assuntos de maneira franca, concreta e construtiva, obtendo importantes avanços e definindo o calendário e o itinerário para as próximas negociações.

Apesar do processo duro, o resultado das reuniões é previsível. A Casa Branca deu boas-vindas à delegação chinesa em sua chegada. O presidente norte-americano, Donald Trump, se reuniu com o vice-presidente da China, Liu He, após a negociação. Trump afirmou que a delegação norte-americana visitará a China em meados de fevereiro para uma nova rodada de reuniões de alto nível, e que ele espera se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, o mais cedo possível. Os Estados Unidos deram sinais de que aspiram por resultados nesses encontros. Na negociação mais recente, os dois lados expressaram suas preocupações de forma franca e exploraram os interesses comuns em assuntos concretos. O resultado desta rodada de negociações foi obtido desta forma, com base nos princípios de equidade, relação e benefício mútuos.

O resultado demonstra a sabedoria política e os pensamentos dialéticos da China, ou mais concretamente, seu domínio sobre a conjuntura e sua capacidade de transformar a crise em oportunidade. Nos 40 anos da Reforma e Abertura, o país melhorou sua resistência a riscos e elevou o nível de desenvolvimento, superando inúmeras dificuldades. A chave atrás deste sucesso reside no conhecimento preciso da relação dialética entre crise e oportunidade. Por exemplo, ao entrar na Organização Mundial do Comércio, em 2001, as empresas chinesas enfrentavam frontalmente as competições internacionais. A maioria das indústrias enfrentava grandes desafios e entrou em um período de pânico. Hoje, após 17 anos, as companhias chinesas renasceram através do ajustamento das estruturas industriais, obtiveram enormes desenvolvimentos, assim como melhoraram sua competitividade internacional de forma notável.

Portanto, do ponto de vista histórico, o tratamento adequado dos atritos comerciais entre a China e os Estados Unidos constitui uma prática de repartida da Reforma e Abertura da China. Segundo os consensos alcançados nesta negociação comercial de alto nível, a China ampliará de forma acentuada as importações de produtos agrícolas, manufaturados, de energia e de serviços vindos dos Estados Unidos. Com efeito, a ação oferecerá opções diversificadas à escalada de consumo dos chineses, promovendo a atualização das estruturas industriais do país.

Tradução: Joaquina Hou

Revisão: Layanna Azevedo

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