Embaixador do Brasil acompanha as “duas sessões” da China e prioriza orientações econômicas

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O embaixador do Brasil na China, Paulo Estivallet Mesquita, enfatizou a grande atenção dada às duas sessões, a da Assembleia Popular Nacional (APN), inaugurada no dia 5, e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPCh) realizada anteriormente, no dia 3, em Beijing. Na entrevista exclusiva à nossa rádio, o diplomata afirmou que o Brasil acompanha de perto o desenvolvimento da China e espera o fortalecimento da parceria bilateral em diversas áreas.
As duas sessões, sendo os eventos políticos mais importantes da China, orientarão o futuro percurso de desenvolvimento do país. Para Paulo Mesquita, a prioridade do interesse consiste nos assuntos de política econômica.

“Tradicionalmente acompanhamos com grande interesse essas sessões. E é claro que os temas prioritários para nós são aqueles que dizem respeito ao que têm impacto sobre o relacionamento bilateral e ao que tem impacto também sobre a atuação da China no mundo. Então, as orientações em matéria de política econômica, as orientações em relação ao relacionamento externo tanto em termos econômicos e comerciais, mas também em termos de cooperação com os demais países.”

O embaixador brasileiro expressou uma alta satisfação ao avanço das relações Brasil-China ao longo dos últimos anos, assinalando o crescente volume comercial e de investimentos.

“Esse relacionamento se tornou uma das principais vinculações econômicas entre os dois países em todo o mundo. Nos últimos 15 anos, o comércio multiplicou três vezes, tudo isso nós vimos como algo muito promissor. A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil no mundo, e o Brasil tem uma posição de destaque também no comércio exterior chinês.”

Além do setor comercial, o Brasil e a China têm ampliado o investimento nos campos de energia, manufatura e serviços, além de ter alcançado frutíferos resultados no intercâmbio cultural e pessoal. Paulo Estivallet Mesquita relembrou ainda uma aproximação dos dois lados em termos de cinema, literatura, arte etc.

“Neste período mais recente, tem havido uma séria de iniciativas de parte dos dois governos para promover essa aproximação. No caso de ensino da língua portuguesa, já existe um centro de estudo brasileiro na Universidade de Beijing e outro centro na Universidade de Shanghai e também na província de Hubei. No sentido contrário, têm Institutos Confúcio estabelecidos no Brasil. Nós verificamos de lado a lado um aumento consistente no número de pessoas que estudam português na China e chinês no Brasil. Isso vai gerando uma rede de contatos interpessoais.”

Este ano marca o 45º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Brasil. Do ponto de vista do embaixador brasileiro, os dois países possuem ainda grande espaço para intensificar as cooperações em diversas as áreas.

“Quarenta e cinco anos nos quais as relações partiram de praticamente nada para se tornarem um fator absolutamente essencial no relacionamento externo dos dois países. É uma relação bilateral que, eu sempre repito, é uma das mais importantes do mundo. Nós vemos com grande orgulho o que foi realizado, mas ainda há espaço para ampliar ainda mais. Na área econômica e comercial, já empresas, trabalhadores e institutos vinculados asseguram a continuidade deste relacionamento.”

Reportagem: Vigília Han e Luana Xing

Tradução: Isabel Shi

Revisão: Erasuto Santo Cruz.

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