Comentário: China e EUA devem assumir responsabilidades internacionais

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O presidente chinês, Xi Jinping, se reuniu nesta segunda-feira (1) com a delegação dos “Anciãos” (The Elders, em inglês), grupo de líderes mundiais aposentados. Ele salientou que os relacionamentos entre os grandes países estão ligados estreitamente com a estabilidade estratégica global. Por isso, essas nações devem assumir suas responsabilidades especiais. As relações da China e dos EUA são de grande importância para o mundo. Os dois países precisam controlar suas divergências e explorar a cooperação, de forma a desenvolver conjuntamente uma relação coordenada, cooperativa e estável.

Esta foi a declaração mais recente do presidente Xi Jinping quanto às relações sino-norte-americanas. No dia 15 de fevereiro, o líder chinês se encontrou com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Terner Mnuchin, que estavam em Beijing para participar da 6ª rodada de negociação econômica e comercial China-EUA. Na ocasião, Xi Jinping destacou que os dois países têm amplos interesses comuns na defesa da paz mundial e promoção da prosperidade global e assumem responsabilidades importantes nestes aspectos.

Um desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais corresponde aos interesses dos povos chinês e norte-americano, sendo também as perspectivas da comunidade internacional. Na reunião com presidente Donald Trump, em dezembro passado na Argentina, Xi Jinping também reiterou que a China e os EUA assumem conjuntamente responsabilidades importantes na defesa da paz global. A colaboração é a melhor opção para ambos os lados.

Atualmente, uma nova rodada da revolução científica e tecnológica e da transformação industrial criou muitas oportunidades de desenvolvimento. Entretanto, diversos países do mundo também enfrentam pressões do proteccionismo, unilateralismo, crescimento econômico desacelerado e ameaças de segurança. Diante da situação complicada, a China e os EUA devem assumir suas responsabilidades para orientar a prevenção de riscos globais, além de criar mais oportunidades de desenvolvimento comum.

É normal existir divergências entre a China e os EUA devido aos sistemas, culturas e situações nacionais diferentes. Na área comercial, os dois países já formaram uma relação mutuamente benéfica, com alta complementaridade e profunda integração de interesses. No contexto da fusão das cadeias de valor e da indústria global, adição de tarifas e aumento de barreiras comerciais não ajudam a resolver os problemas, mas impactam o crescimento econômico mundial.

Portanto, o presidente Xi Jinping salientou repetidamente que a cooperação é a melhor opção para a China e os EUA. O governo chinês mantém sempre atitude positiva quanto à colaboração internacional e fez muitos esforços a respeito, incluindo a implementação da iniciativa do Cinturão e Rota, participação das atividades de manutenção da paz da ONU e a promoção da reforma a abertura para criar novas oportunidades de desenvolvimento para o mundo.

Como o maior país em desenvolvimento, a China ainda tem atualmente cerca de 16,6 milhões de pessoas em situação de pobreza, mas nunca se esquivou de sua responsabilidade internacional. Os EUA lideram nas áreas econômica, tecnológica e militar e devem assumir suas responsabilidades como grande país.

Tradução: Zhao Yan

Edição: Diego Goulart

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